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Louisiana decreta estado de emergência devido a novo vazamento de petróleo no Golfo do México Imprimir E-mail

HOUSTON - O Governo dos Estados Unidos disse nesta quinta-feira que o vazamento de óleo combustível no Golfo do México - cinco vezes maior que o estimado anteriormente, num cálculo de cinco mil barris por dia, cobrindo 1.554 quilômetros quadrados de água, mancha com área maior do que a Jamaica - é um desastre "de importância nacional", segundo a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Janet Napolitano. Segundo ela, isso significa que as autoridades estaduais poderão pegar recursos de todo o país para lidar com a situação. Paralelamente, o governador de Louisiana, Bobby Jindal, decretou estado de emergência devido à ameaça ao ecossistema da costa: o óleo deve chegar à região da Louisiana nesta sexta-feira por causa da mudança na direção dos ventos. Pelo menos dez áreas de proteção ambiental estão na direção do óleo. Louisiana abriga cerca de 40% dos pântanos e mangues americanos e é o habitat de inúmeras espécies de peixes e aves.

Veja fotos do vazamento de óleo no Golfo do México


"Soubemos que os dados da agência para Oceanos e Atmosfera agora mostram que a mancha de petróleo pode alcançar nossa costa antes do que o esperado", disse o governador da Louisiana em nota oficial. "A mancha negra ameaça os recursos naturais do estado, principalmente a terra, a água, os peixes, a fauna selvagem, as aves e outros recursos biológicos, e também representa uma ameaça para a sobrevivência dos habitantes da Louisiana que vivem no litoral".

A guarda costeira dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira à noite o novo vazamento da plataforma que explodiu e afundou no Golfo do México na semana passada. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que usará "todos os recursos disponíveis" para ajudar a conter o vazamento, apesar de a companhia britânica de petróleo BP ser a principal responsável pelos custos da operação.

Obama convocou os governadores de Louisiana, Mississippi, Alabama e Flórida para discutir o problema. Ele também anunciou ter enviado mais três integrantes de seu gabinete para supervisionar os esforços para conter o derramamento de petróleo. A assessora de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, disse ainda que serão enviados navios militares para controlar os estragos.

Os danos ao meio ambiente são enormes e os principais impactos são para a vida marinha e o mercado pesqueiro, já que a temporada de pesca de Texas, Louisiana e Mississipi reabriu no dia 19 de abril. O norte do Golfo de México é uma área de desova nesta época do ano do atum azul, já em perigo de extinção.

- Imaginamos que um vazamento como este poderia reduzir significamente a quantidade de ovos do atum - disse John Hocevar, um dos diretores do Greenpeace nos Estados Unidos.

Estão também ameaçadas as sobrevivências de camarão e ostras da Louisiana. As ostras alimentam-se de filtros e não podem nadar para fugir da mancha. Várias espécies de aves também estão sob ameaça, como o pelicano marrom, retirado no ano passado da lista de animais em risco de extinção.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, a almirante da guarda costeira Mary Landry disse que a empresa britânica BP Plc, dona do poço e financeiramente responsável por limpar o derramamento, avisou a autoridades americanas sobre um novo vazamento a uma profundidade de 1.525 metros em frente à costa do estado americano da Louisiana.

Horas antes do novo vazamento, equipes especializadas realizaram um teste incendiário na enorme mancha. Landry disse que a experiência teve êxito. A BP tinha planejado continuar incendiando o petróleo depois do teste, mas ao cair da noite não houve novas tentativas.

Onze trabalhadores estão desaparecidos e se presume que tenham morrido depois do pior desastre em uma plataforma petroleira em quase uma década.

A plataforma Deepwater Horizon, da empresa suíça Transocean Ltd, afundou em 22 de abril, dois dias depois de ter explodido, enquanto terminavam um poço para a BP a cerca de 64 quilômetros da desembocadura do Rio Mississippi.

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Última Atualização ( 10 de maio de 2010 )
 
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